A desagregação dos novos dados do mercado de
trabalho do Brasil pelas cinco grandes regiões mostrou um País de diferentes
realidades em termos de emprego. Na Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios
(Pnad) Contínua, o retrato é de uma dinâmica mais aquecida nas Regiões Sul,
Sudeste e Centro-Oeste, enquanto Norte e Nordeste ficam com as mais altas taxas
de desemprego. No caso do Nordeste, a desocupação era a condição de 10% das
pessoas que estavam na força de trabalho no segundo trimestre do ano passado. "É
uma taxa bem mais alta. Mostra e confirma que realmente o mercado de trabalho é
bem pior (do que a média nacional)", avalia o professor do Instituto de
Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ), João Saboia. A
taxa de desemprego do Brasil em igual período ficou em 7,4%.
